São José: A paternidade que se traduz em atos de amor

No segundo domingo de agosto comemoramos no Brasil o dia dos pais e não há como passarmos por esta data sem lembrarmos-nos do nosso maior exemplo de paternidade, São José, que é conhecido como pai adotivo de Jesus, pois realmente o era, porque não tendo gerado o Senhor biologicamente, recebeu a missão de assumir a sua paternidade de forma sobrenatural.

Como se pode observar pela leitura do Evangelho, não há sequer uma palavra pronunciada pela boca de São José que conste nas escrituras, bem como não existem ensinamentos ou conselhos atribuídos ao pai adotivo de Jesus. No entanto, nas entrelinhas dos evangelhos podemos encontrar um modelo de paternidade em São José, homem sábio e prudente, que no silêncio orante e com um coração bondoso e compassivo é capaz de discernir os desígnios de Deus e fazer sempre o bem do outro em detrimento do seu próprio bem-estar.


CORAGEM DE SÃO JOSÉ

O evangelista Mateus conta-nos como José se deixou guiar por Deus numa época em que a lei punia a mulher infiel com a morte por apedrejamento. Ao renunciar seus sonhos para concretizar o sonho de Deus, José venceu a tentação de rejeitar Nossa Senhora e, numa atitude de coragem que só se encontra nas almas que possuem fé, assumiu a paternidade legal do seu filho, criando assim um modelo de família para além da lei e da moral, baseado única e simplesmente no amor.

Quando José teve de viajar para Belém, por conta do recenseamento que o imperador romano César Augusto impôs a todos os judeus, não hesitou em garantir, dentro de suas limitações, o conforto e a segurança de que necessitavam Nossa Senhora e o menino-Deus que estava sendo gerado no ventre da Virgem Maria.


EXEMPLO DE PAI

Ainda que não tenhamos como saber o que São José falava, como se expressava e como ajudava Nossa Senhora a educar o menino Jesus, podemos ver, caso meditemos nas sagradas escrituras, a sua paternidade exercida de um modo silencioso e firme, que conduzia a Sagrada Família de Nazaré sem deixar que nada faltasse a Jesus e Maria.

Essa perspectiva de uma paternidade, que se traduz não necessariamente em palavras, mas em atos de amor, é a que devemos enxergar quando pensamos em nossos pais que, embora ausentes por estarem atrelados a tantas obrigações, esforçavam-se para nos proporcionar o melhor que estava ao seu alcance.

A verdadeira missão de um pai é doar-se para sua família. Muitas vezes não será possível estar junto nos momentos do dia a dia, mas o sacrifício de estar buscando o sustento da família é agradável a Deus e é justamente aí que reside sua obrigação. A missão própria do pai de família é se esconder em suas obrigações para que toda a família possa colher os frutos desse esforço discreto e eficaz.

APRENDAMOS COM SÃO JOSÉ

São José é, portanto, modelo de coragem e docilidade à vontade de Deus, pois mesmo em meio às dificuldades e angústias da vida, sem compreender todo mistério que o envolvia, é capaz de discernir e obedecer à vontade de Deus. Que os nossos pais encontrem, na paternidade de São José, apoio em suas angústias, sabedoria e discernimento em sua missão, humildade e bondade para serem verdadeiramente chefes de famílias que rumam ao céu.

E que nesse dia dos pais não deixemos que passe em branco o amor aos nossos pais. Aos que já se foram, nosso amor deve se manifestar em forma de oração e de uma lembrança que agradece todos os sacrifícios já feitos; aos que ainda estão vivos, nosso carinho pode se manifestar em forma de um presente que traduza o que a sua paternidade significa para nós.

Na Cordolário você pode presentear seu pai com um de nossos terços, símbolos de fé e confiança, que refletem o amor de Deus que também é Pai e cuida de todos os seus filhos sem medir esforços para levar todos ao céu.

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"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."

Santo Antônio